Série Rio Bravo

Na Rio Bravo, cultivamos um respeito especial pelos livros, um veículo que consolida e transmite a experiência histórica, nos ajudando a crescer como profissionais e seres humanos.

Para compartilhar o conhecimento que vem dos livros com nossos clientes e amigos, publicamos, desde 2004, a Série Rio Bravo.

A série debate a relação do homem com a riqueza, descreve a economia com um olhar que não seja técnico e trata de temas que fazem parte da rotina de uma empresa de investimentos, mas sob ângulos inovadores.

O Papel e a Baixa do Câmbio

Um discurso histórico de Rui Barbosa - Gustavo Franco (org.)

 

Este livro é a reedição de um discurso histórico de Rui Barbosa, de 1891. ‘O papel e a baixa do câmbio’ nos remete a um momento decisivo da vida nacional, o da transição do trabalho escravo para o livre, do Império para a República e da luta entre ortodoxia monetária – o metalismo – e a heterodoxia – o papelismo. A edição patrocinada pela Rio Bravo conta ainda com um interessante prefácio de Gustavo Franco, orelha de Winston Fritsch e quarta capa de José Murilo de Carvalho

A Economia em Pessoa

Verbetes contemporâneos e ensaios empresariais do poeta - Gustavo Franco (org.)

 

“Neste livro, um poeta escreve sobre economia, e um economista sobre o poeta. A menor das surpresas é que o primeiro se revela um arguto analista econômico, e o segundo, um fino comentador literário.” Alberto da Costa e Silva

Mostra uma faceta pouco conhecida de Fernando Pessoa, ao reunir textos raros desse grande poeta da língua portuguesa sobre economia e administração. Organizado e comentado por Gustavo Franco, é uma iluminada aula de economia, no estilo de um cânone da literatura mundial.

• Faz uma interpretação competente e original dos conceitos do poeta em torno de temas da economia.

• Em cada capítulo, relaciona os textos de Pessoa com temas contemporâneos, tais como – globalização, marketing, e-mail, blog…

A economia em Machado de Assis

O olhar oblíquo do acionista - Gustavo H.B. Franco

 

Machado de Assis escreveu cerca de 600 crônicas entre 1883 e 1900, muitas delas publicadas em jornais da época e que trataram de temas importantes como a Abolição da Escravatura, o Encilhamento e a Proclamação da República. A partir desse rico e vasto material historiográfico, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco produziu uma seleção inédita de textos do escritor, que tratam de temas econômicos e financeiros da época.

Além da seleção, Gustavo Franco introduz e comenta os textos de Machado de Assis, contextualizando os fatos que ganharam a atenção e o olhar do cronista. A economia em Machado de Assis é, assim, um privilégio historiográfico, a chance de visitar o passado brasileiro, em um momento rico e tumultuado, com a companhia de um dos grandes escritores da literatura mundial e um dos mais brilhantes economistas do país.

“Franco volta a surpreender. Escrevendo sobre o ‘olhar oblíquo do acionista’, o autor demonstra possuir um olhar tão oblíquo quanto o do bruxo do Cosme Velho, pois conseguiu descobrir em várias crônicas de Machado de Assis um leitmotiv que escapou a críticos literários dotados de visão mais retilínea. … O livro é um deleite, e um deleite duplo. É bem escrito, bem argumentado, e abre trilhas para uma nova compreensão de Machado de Assis. Oferece ainda, como bônus, uma oportunidade para ler ou reler algumas das melhores crônicas de Machado” Sérgio Paulo Rouanet

O Homem que Roubou Portugal

A história do maior golpe financeiro de todos os tempos
Murray Teigh Bloom Prefácio, organização e notas de Gustavo H. B. Franco
Tradução de Sérgio Lopes



“Essa é uma história real, uma minuciosa e cativante reportagem escrita por um especialista.” do prefácio de Gustavo Franco Em 1924, Artur Virgilio Alves Reis, um comerciante português falido, trama sozinho o maior golpe financeiro de todos os tempos. Em dois anos se tornaria o homem mais rico e poderoso de seu país. O que parecia um plano com pouca eficácia de um homem com muita imaginação, acabou causando problemas macroeconômicos. Desde o grande terremoto de 1755, Portugal não sofria abalo econômico tão profundo. O autor narra, com ares de romance policial, desde o momento da elaboração do golpe até o julgamento dos réus, em 1930. Nas audiências finais, Alves Reis contou ainda com uma presença ilustre entre os ouvintes da platéia: o poeta Fernando Pessoa, curioso em assistir a sua defesa. Traz, em anexo, a transcrição das anotações de Fernando Pessoa no último dia do julgamento

“A história de Alves Reis é uma pérola kafkiana fincada na realidade… Seria uma trama risível, se não tivesse dado tudo certo.” Guilherme Fiuza, jornalista e autor de Meu nome não é Johnny 

Shakespeare e a Economia 

Gustavo H.B. Franco e Henry W. Farnam


“Shakespeare jamais pensou a economia tal como a encaramos hoje; porém retrarou sua presença em todos os seus mundos imaginários. Com Franco e Farnam, essa aguda observação toma forma clara e fascinantes.” Barbara Heliodora

Shakespeare, um empresário milionário do ramo do entretenimento de massa? Gustavo Franco e Henry Farnam abordam aqui o tema de diferentes formas. Visões complementares que revelam uma nova e interessante faceta da vida e obra do bardo.

A economia de Shakespeare
Gustavo H.B. Franco

Franco, num ensaio atual, fala da economia do teatro, da linguagem e das companhias teatrais, sua organização e seus resultados financeiros, além de surpreender o leitor com cálculos que mostram como Shakespeare era dono de uma fortuna considerável.

A economia em Shakespeare
Henry W. Farnam

Farnam, em texto de 1931,discorre sobre a economia no interior das peças, numa mescla de situações que compõem um interessante painel sobre o surgimento do capitalismo.

Entrevistas com Gustavo Franco 

Ex-presidente do BC lança livro sobre Shakespeare e a Economia 
Globo News- Edição das Seis – 11/12/2009

Ex-presidente do Banco Central busca na arte elementos de transformação social
Globo News – Conta Corrente – 27/12/2009

Gustavo Franco examina fortuna de Shakespeare
Livraria Cultura – por Kelly de Souza – 06/03/2010

Arte & Dinheiro

Katy Siegel e Paul Mattick
Prefácio à edição brasileira, por Gustavo H.B. Franco
Apresentação à edição brasileira, por Paulo Sergio Duarte

“As trajetórias da arte e do dinheiro se cruzam em múltiplas dimensões” , do prefácio do economista Gustavo Franco

Uma original exposição em forma de livro, que apresenta algumas das mais desafiadoras obras de arte que lidam com o lugar e a função do dinheiro no mundo contemporâneo. Organizada em “salas” temáticas, a mostra reflete uma ampla variedade de atitudes e práticas artísticas. Alguns artistas retratam ou usam dinheiro de verdade em suas obras, outros exploram seus aspectos mais abstratos, há ainda os que apresentam a arte enquanto um produto de consumo utilizável. Seja como for, todos os artistas nesse livro – entre eles, Marcel Duchamp, Paul Graham, Andy Wahrol e Cildo Meireles – usam a arte para decifrar as complexidades do funcionamento do dinheiro e, com isso, nos ajudam a entender o mundo em que vivemos.

“Esse livro foi escrito, sem dúvida, porque hoje muitos de nós nos surpreendemos com as relações entre arte e dinheiro em obras contemporâneas”, da apresentação do crítico e professor de história da arte Paulo Sergio Duarte.

Entrevistas e críticas literárias

A arte expressa em dólares
Antonio Gonçalves Filho – O Estado de São Paulo – 04/12/2010

Estudo dos americanos Katy Siegel e Paul Mattick demonstra como a ascensão econômica dos países emergentes está mudando a criação contemporânea, hoje refém de colecionadores, curadores e museus.

 
Dinheiro e magia

Dinheiro e magia

A história de Fausto teve centenas de versões, dentre as quais se destaca a de Goethe, a mais famosa e festejada. Todavia, pouca gente conhece a segunda parte da tragédia, só publicada após a morte do poeta, que leva o pacto mefistofélico para o terreno da economia e das finanças de Estado.

É Mefisto quem inventa o papel-moeda, aproveitando-se de um soberano atordoado numa noite de Carnaval. A partir daí, a humanidade viverá a tensão entre o poder criador e destruidor desta inovação.

Dinheiro e magia, de Hans Christoph Binswanger, observa que na época de Goethe, os soberanos ainda se cercavam de astrólogos e alquimistas para ajudá-los em algumas questões de Estado. O drama da segunda parte de Fausto se dá exatamente quando se percebe que mais fácil que transformar chumbo em ouro, lançando mão de encantamentos, era utilizar economistas profissionais versados na organização de bancos de emissão de papel-moeda, dotados de algum lastro de natureza imaginária.

É apenas uma “alquimia por outros meios”, com os mesmos objetivos, porém com resultados infinitamente mais concretos quando se trata de criar poder de compra para o Estado, e sua capacidade de fazer avançar o progresso mesmo que ao custo de inflação, desigualdade social, especulação, devastação ambiental. Nesse registro, pode-se dizer que os dilemas fáusticos dominam as políticas de desenvolvimento no mundo contemporâneo.

O prefácio de Gustavo Franco trata de familiarizar o leitor com a trama de Fausto e com as diferentes interpretações que ela originou. No posfácio, Franco mostra por que a temática da obra de Goethe soa tão familiar aos brasileiros, com seus dilemas no terreno da economia, sobretudo a trágica benevolência com os custos sociais, ambientais e morais do desenvolvimento econômico.