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Otimista, FMI eleva projeções, mas alerta para risco nos EUA
Valor Econômico - 09/07/2010 Agências internacionais
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima as suas previsões sobre a continuidade da recuperação econômica, mas alertou para o fato de os riscos contra esse processo terem aumentado - e o risco de os EUA entrarem de novo em recessão seriam mais preocupantes. As conclusões são parte do relatório sobre a economia mundial divulgado ontem.
Para os Estados Unidos, a perspectiva é de expansão da economia de 3,3% em 2010 e de 2,9% em 2011, contra as estimativas anteriores de ampliação de 3,1% e 2,6%, respectivamente. Apesar da melhora, o Fundo afirma que o governo de Barack Obama deve tomar medidas mais agressivas, incluindo o aumento de impostos, para conter o déficit orçamentário e a dívida pública.

"As incertezas que rondam os títulos soberanos e os riscos do setor financeiro em partes da Europa podem se disseminar, trazendo dificuldades tanto para a perspectiva econômica quanto para a estabilidade financeira", disse o FMI.
Considerando o forte crescimento no primeiro semestre de 2010 e o impacto adverso da turbulência financeira, o FMI espera que a economia mundial avance 4,6% em 2010 e 4,3% em 2011.
A economia brasileira deve expandir-se 7,1% em 2010 e avançar 4,2% no ano que vem.
O economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, chamou a atenção, contudo, para o fato de que as taxas de crescimento mundial escondem uma grande diferença entre as economias avançadas e as em desenvolvimento e emergentes.
O organismo multilateral destacou ainda as ações para conter riscos no setor financeiro e manter a economia no rumo certo. "A implementação rápida de medidas de estabilização tomadas pelos governos da zona do euro será um componente-chave para acalmar os mercados", ressaltou.
Para o Fundo, as políticas de governo nas economias avançadas devem focar em uma consolidação fiscal crível, mais notadamente em iniciativas para impulsionar as perspectivas de crescimento no médio prazo, como as reformas dos sistemas fiscais.
"Apoiadas por condições monetárias acomodatícias, as ações fiscais devem ser complementadas pela reforma do sistema financeiro e reformas estruturais para incentivar o crescimento e a competitividade", observou o FMI.
Blanchard sustentou que o Fundo continua cautelosamente otimista sobre o ritmo de recuperação, mas disse que existem claros riscos à frente.
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