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Data

06/08/2021

Tempo de Leitura

5 minutos

Podcast 657 – Fabiano Fialho Camperlingo: “Hoje em dia, o nosso principal competidor é o dinheiro”

Podcast 657 – Fabiano Fialho Camperlingo: “Hoje em dia, o nosso principal competidor é o dinheiro”

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06/08/2021

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“Nosso principal competidor hoje é o dinheiro vivo”, diz Ceo da SumUp

 Na última década, a chegada das fintechs se consolidou no mercado financeiro do Brasil. Nesse sentido, houve um tipo de negócio que parece ter conquistado mais tração no contexto brasileiro: as maquinhas de cartão, que, de um lado, ajudaram a novos empreendimentos ter mais autonomia; e, de outro, deram mais opções de um serviço que antes parecia ter um ou dois participantes principais. Mas será que o negócio das maquininhas, por assim dizer, não está saturado? Dito de outro modo: ainda há espaço para novos produtos?

Em entrevista ao Podcast Rio Bravo, Fernando Fialho Camperlingo, CEO da SumUp, descarta a ideia de saturação. “Claro que tem outros competidores relevantes no mercado, mas hoje nosso principal competidor, de longe, é o dinheiro”. De acordo com o executivo, mais de 50% das operações financeiras no Brasil ainda é feita em dinheiro, tornando, portanto, o mercado nacional bastante atraente para as opções que tem surgido, o que inclui aqui a atuação da SumUp. “Qualquer solução que tire o dinheiro de circulação é boa para quem está nesse mercado”, comenta.

Como exemplo dessa concorrência com o dinheiro vivo, Camperlingo destaca o consumo das famílias. “Quando você observa mercados como o dos Estados Unidos ou da Inglaterra, a fatia da população que opera com dinheiro vivo é de 20%, talvez 30% no máximo. Já nos países nórdicos é de 2%, 3%, praticamente não há mais dinheiro em circulação”, compara. O CEO da SumUp ressalta, ainda, que no Brasil em torno de 20 a 25 milhões de pessoas ainda precisam de maquininha. “Às vezes, nem é mesmo uma maquininha; antes, é uma solução de pagamento”.

Perguntado a propósito da estratégia necessária para atrair mais clientes, tendo em vista o potencial desse mercado, o entrevistado menciona o cuidado com o cliente. Sim, ele sabe que isso pode soar um lugar-comum hoje em dia. “Parece que toda a empresa fala isso, mas nós somos muito orientados pelo cliente nós realmente significa isso”. Camperlingo cita como exemplo o fato de a SumUp ser a única no segmento pequeno varejista com selo RA 1000, uma distinção que destaca as empresas com excelentes índices de atendimento. Além disso, em 2020, em nome da transparência, a SumUp lançou um desafio para os clientes: encontrar um asterisco no site.

“Nós acreditamos que a melhor forma de adquirir um produto é ter alguém fazendo uma recomendação”, justifica Camperlingo, que complementa: “Cada vez mais, nós queremos criar um rol de produtos ao redor dos nossos clientes”.

Patrocínio e educação financeira

Em outro momento da entrevista, o executivo fala a respeito de duas iniciativas que ajudam a dar força a SumUp. A primeira tem a ver com o patrocínio junto ao Santos Futebol Clube. “Não só estamos patrocinando o time masculino do Santos, mas, também, o time feminino, assim como as categorias de base. A SumUp acredita em causas sociais e, por isso, nós temos ações programadas nas quais nós vamos promover educação financeira para as categorias de base. Para nós, isso não apenas representa uma oportunidade de exposição da marca, mas, também, significa levar adiante assuntos que são inerentes à nossa cultura aqui na empresa”.

Para Camperlingo, o tema da educação financeira é bastante relevante, também, para os clientes da empresa. Nas palavras do CEO da SumUp: “um dos debates que nós temos aqui na empresa, agora que nós começamos embarcar numa jornada de oferecer serviços financeiros para os nossos clientes, é saber como nós vamos utilizar essa capacidade que nós temos, como fazer empréstimos, em benefício do cliente e não em seu malefício”.

Mais para o fim da entrevista, Camperlingo compartilha os próximos passos da SumUp: “Nós temos quatro grandes objetivos para este e para o próximo ano. O primeiro tem a ver com as grandes oportunidades de adquirência. O segundo está ligado aos serviços financeiros – desde 2020, nós recebemos do Banco Central a licença de SCD. Desde então, nós temos construído nosso banco lite. O terceiro ponto é um tema de crédito. Junto ao BNDES, nós vamos começar a distribuir crédito aos nossos próprios clientes. E o quarto pilar envolve a tentativa de replicar o sucesso que nós tivemos no Brasil em outros países da América Latina, olhando, principalmente, para Argentina, Colômbia, Peru e Chile”.

Fundada em 2012 por Daniel Klein, a SumUp cresceu e se consolidou a partir do negócio das maquininhas. Na entrevista ao Podcast Rio Bravo (disponível no link no parágrafo abaixo)o CEO para a América Latina, Fabiano Fialho Camperlingo, mostra como o negócio agora tem outra forma, para além do sistema de pagamento.

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