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Data

13/08/2021

Tempo de Leitura

5 minutos

Podcast 658 – Caio Lewkowicz: “O mercado está seletivo para as empresas que querem fazer IPO”

Podcast 658 – Caio Lewkowicz: “O mercado está seletivo para as empresas que querem fazer IPO”

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13/08/2021

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Antes de chegar à Tarpon, ele atuou durante um bom tempo na Pátria Investments na área de private equity. “Na época, fiz o deal da SmartFit”, recorda. Em 2011, ele foi para a Tarpon para atuar no time de bolsa. E embora gostasse muito de trabalhar lá, Lewkowicz explica que sempre teve vontade de abrir a própria gestora, e foi o que fez em 2012, com a Hix Capital, asset que ajudou a fundar – tendo permanecido nessa empresa até 2019. Faz dois anos que ele retornou à Tarpon, onde passou a fazer parte da equipe que redesenhou o plano de futuro e outras diversas mudanças estratégicas que começaram a fazer parte do contexto da Tarpon Capital. Na entrevista que concede ao Podcast Rio Bravo, Lewkowicz fala desse novo momento, para além de comentar a recente onda de IPOs no mercado financeiro.

Entre 2012 e 2019, além das mudanças políticas e sociais do Brasil e do mundo, o contexto do mercado financeiro também foi transformado. Dentre as principais mudanças, é necessário destacar a nova tendência dos juros baixos, algo inédito na história recente do país. Para Lewkowicz, também essa mudança tem a ver com o atual momento da Tarpon. Nas palavras do nosso convidado: “A Tarpon sempre foi investidora em ativos reais, em empresas que geram renda. Nosso foco tem sido investimento em bolsa, mas nós nos envolvemos também com private equity. Com o redesenho societário e estratégico realizado em 2019, nós montamos uma gestora 100% focada em investimentos em bolsa, a Tarpon Capital, e ao mesmo montamos outras gestoras focadas em private equity e venture capital. Todas elas estão dentro de um ecossistema, chamado de SK Tarpon, onde há uma série de sinergias entre as gestoras, mas nós vimos a importância de ter times dedicados para assuntos específicos”. 

Lewkowicz, aliás, argumenta em favor do ecossistema que privilegia a troca de informações e fala da importância da “reciclagem mental”. O trecho a seguir é exemplar nesse sentido: “no ano passado, quando veio a pandemia e, por conseguinte, o fechamento dos ambientes físicos, como lojas e shoppings, tivemos um insight de uma das empresas que fazem parte do nosso portfólio, a Petlove. A informação era de que o e-commerce estava explodindo em função da pandemia. Motivo: as pessoas não estavam mais saindo de casa”. Lewkowicz recorda, então, que, a partir da observação de uma tendência que ocorria fora do Brasil, percebeu uma oportunidade de uma empresa no país, a Locaweb – afinal, naqueles primeiros meses de pandemia, era necessário digitalizar o pequeno e médio varejista. “É um caso de um investimento que nós fizemos, que se provou bem-sucedido, que surgiu a partir dessa interação entre a Petlove, que viu o e-commerce acelerar, e esse gestor, que estava atento à movimentação das empresas globais”

Mas será que o mercado segue tão eufórico assim com a onda dos IPOs? Lewkowicz se mostra cauteloso quanto a isso. Nas palavras do nosso entrevistado: “Nós achamos que é ótimo esse aumento de universo investível, do ponto de vista da quantidade de empresas. Agora, o que nós achamos ainda melhor é o seguinte: que as empresas enxerguem o processo de abertura de capital e o mercado como um meio, e não como um fim. Ou seja, enxergar o mercado como um sócio para acelerar os projetos de crescimento. Essas são as boas histórias da bolsa. Empresas boas. Bem tocadas. Bons modelos de negócio. Que têm bons projetos de crescimento, mas que precisam acessar capital para acelerar isso”. Por esse motivo, as empresas que tentam apenas vender caro para o mercado ou prometem algo que não vão entregar, observa o executivo. “Claro que nós tentamos nos concentrar nas empresas que nos enxergam como sócios e parceiros. As empresas com histórias e projetos mais relevantes de crescimento; novos modelos de negócio que antes não existiam na bolsa; além de empreendedores com qualidade e capacidade de execução têm tido mais tração. Por isso, o mercado está sendo bem seletivo nas escolhas das ofertas.”

Ao final da entrevista, analisando as perspectivas para o segundo semestre, Lewkowicz ressalta que a reabertura da economia será positiva para uma série de setores. Mas, se por um lado, há um consumo reprimido pela ótica das pessoas, por outro, “estamos num ambiente onde a inflação está pegando por todos os lados e ainda há o risco de racionamento que vem pressionando a tarifa energética também”

A entrevista completa de Caio Lewkowicz ao Podcast Rio Bravo pode ser acessada a partir do link acima.

Fabio Cardoso é jornalista e produtor do Podcast Rio Bravo

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