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Carta Estratégias

Setembro 2026
Regulatório

A nova régua do Banco Central e o custo de permanecer pequeno

Texto de Caio Lima

Por décadas, o capital mínimo exigido pelo Banco Central para o funcionamento de instituições financeiras foi definido por uma lógica relativamente simples. Cada tipo societário tinha seu próprio piso regulatório, estabelecido ainda em 1999¹, quando o mercado nem sonhava com Pix, plataformas de investimento ou fintechs de crédito. A regra atravessou praticamente intacta um período de profundas transformações no sistema financeiro brasileiro, marcado pela digitalização, pela entrada de novos competidores e pela diversificação dos modelos de negócio.

Economia

Doze anos atrás

Texto de José Alfaix

Inflação acima da meta, juros substanciais, desemprego consideravelmente abaixo da média histórica, um déficit primário relevante mas não especialmente alarmante.

Um banco central composto apenas de membros indicados pelo governo incumbente, preços de energia “represados” por meio de generosas subvenções, e uma economia que cresce a despeito de tudo que seria indicado pela macroeconomia tradicional.

Crédito Privado

Resolução CMN n° 5343/26: diagnóstico correto, dose agressiva

Texto de Evandro Buccini e Antônio Franco

Ao editar a Resolução nº 5.343, aprovada em 24 de setembro, o CMN proibiu FIDCs e fundos de cotas de FIDCs de investir em direitos oriundos de processos judiciais ou arbitrais até que o crédito seja certo, exigível e em caráter definitivo.

O Brasil mostra a sua cara

Texto de Gustavo Franco

Os eventos eleitorais, tal como os de mercado, invariavelmente surpreendem. Por mais pesquisa e previsão que possa haver, o resultado costuma ser inesperado. Por isso mesmo, os participantes do mercado falam desse coletivo do qual fazem parte numa respeitosa terceira pessoa. O mercado pensa assim, ou assado. Foi para um lado, ou para o outro, e as pessoas podem ter soprado a favor ou contra. Mas o indivíduo tem pouca importância diante do conjunto, que parece ter uma vontade toda própria, impossível de antecipar, até porque os coletivos não precisam ser racionais mesmo sendo a soma de muitas mentes muito racionais, inteligentes e bem-informadas.

Imobiliário

Vacância mínima, demanda resiliente e a valorização dos ativos estratégicos

Texto de Anita Scal e Alcides Lopes

O primeiro semestre de 2026 confirmou que a compressão da vacância não foi apenas um efeito pontual. Mesmo diante de novas entregas relevantes, a absorção líquida permaneceu superior à expansão do estoque, sustentando níveis historicamente baixos de disponibilidade. O mercado entra em uma fase em que localização, qualidade técnica e capacidade de gestão passam a determinar não apenas a ocupação, mas também a captura de crescimento real das receitas.