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Data

11/03/2022

Tempo de Leitura

5 minutos

Dicas da Semana – A inclusão começa por você 11/03/2022

Dicas da Semana – A inclusão começa por você 11/03/2022

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11/03/2022

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ara finalizar a Semana da Mulher, separamos alguns livros inspiradores indicados por nossa bibliotecária, Rosangela Ferreira:

The Pioneering Life of Mary Wortley Montagu: Scientist and Feminist – 2021

O livro, escrito por Jo Willett, foi publicado em maio de 2021, mas ainda não possui versão em português.  Mary foi precursora da imunização contra a varíola. Décadas antes dos experimentos de Edward Jenner, a aristocrata britânica difundiu a técnica da inoculação, que aprendeu na Turquia – mas foi tida como ignorante por boa parte da sociedade.

Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpos e Acumulação Primitiva – 2019

A obra é fruto de um projeto de pesquisa de mais de trinta anos, desenvolvido pela historiadora Silvia Federici. Seu objetivo central é repensar o desenvolvimento do capitalismo a partir de um ponto de vista feminista, com o cuidado de não delimitar e segregar a história das mulheres do setor masculino da classe trabalhadora. Para tal, retoma conceitos marxistas, teorias críticas feministas e uma análise sobre o corpo e sua politização à luz da teoria foucaultiana. Para Federici, existem aspectos que ficam ocultos nas referidas teorias no que tange a discussões sobre dominação e exploração. Ressalta também o quanto análises sobre o período de caça às bruxas foi negligenciado ao longo dos anos e o que esse período essencialmente tem a contribuir para a análise da consolidação do capitalismo.


Sobreviventes e guerreiras: Uma breve história da mulher no Brasil de 1500 a 2000

“Enquanto você lê este livro, a cada duas horas uma mulher é assassinada.” 

É assim que a historiadora Mary del Priore começa a narrativa, escrita em 2020. Uma obra essencial para se entender o porquê de, até hoje, ser fundamental discutir e, principalmente, lutar pela igualdade de direitos para o gênero feminino. Apesar de o Brasil já ter tido uma presidente mulher e de 45% dos lares serem comandados por mulheres (segundo pesquisa do IPEA de 2018), a brasileira continua sendo agredida, desqualificada, perseguida, insultada.

Para que uma nova ordem social se torne realidade, é preciso procurar no passado as raízes deste poder dos homens sobre as mulheres e, sobretudo, aprender com elas como se fizeram ouvidas. Esse livro traz um ineditismo ao focar nessas vozes, apresentando a história da mulher brasileira 1500 a 2000. Das indígenas que os portugueses encontraram por aqui às afrodescendentes; daquelas que pegaram na enxada e viveram nos campos e cafezais às que trabalhavam na casa-grande como escravas, empregadas e amas de leite; das operárias e trabalhadoras às artistas de rádio, cinema e televisão; de Cláudia Lessin Rodrigues e Aída Curi a Daniella Perez e Marielle Franco; das feministas às homossexuais e integrantes do movimento LGBTQI+. Todas resistiram – e Mary del Priore apresenta suas vozes e como aprender com o exemplo delas. 

Arendt: Entre o amor e o mal: uma biografia – 2021

Com uma abordagem totalmente original, este perfil biográfico entrelaça a vida e a obra de Hannah Arendt, autora de obras fundamentais como Origens do totalitarismo e Eichmann em Jerusalém.

A vida de Hannah Arendt se estende por um período imprescindível na história do mundo ocidental, que abrange não apenas a ascensão do regime nazista e as crises da Guerra Fria, mas a formulação de reflexões fundamentais sobre o valor e a culpa da humanidade diante desses episódios. Nesse sentido, suas contribuições intelectuais estão diretamente relacionadas à sua vida, marcada por experiências terríveis, mas também por amor, exílio e saudade.

Em Arendt, Ann Heberlein oferece um retrato inédito que trata desde os temas políticos caros à autora que investigou a “banalidade do mal” até sua vida privada, com seus famosos amantes e amigos, incluindo Heidegger, Benjamin, Beauvoir e Sartre. Eis aqui uma Hannah Arendt atemporal, cujo pensamento permanece cada vez mais relevante, mesmo meio século depois.


Lembre-se:
 a diferença está no detalhe, empatia é fundamental e sempre é tempo de mudarmos nossa forma de pensar e agir.

Aguarde, na próxima sexta-feira, mais dicas para você.

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