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Dicas da Semana – A inclusão começa por você 18/11/2022

Em comemoração ao mês da Consciência Negra, vamos falar hoje sobre 05 personalidades negras brasileiras inspiradoras:

Luís Gama

1830 – 1882

Nascido na Bahia de uma liberta e de um português empobrecido, Luís Gonzaga Pinto da Gama, nasceu livre, mas foi vendido como escravo pelo pai que estava endividado. Foi para São Paulo aos 10 anos e trabalhou como escravo doméstico. Aprendeu a ler aos 17 e conseguiu provar junto aos tribunais que era mantido como escravo injustamente e que, portanto, deveria ser posto em liberdade.

Uma vez livre, Gama passou a atuar como rábula, um advogado sem diploma que pleiteava causas específicas. No seu caso, ele conseguiu libertar mais de 500 escravos alegando que todo negro chegado ao Brasil após 1831 deveria ser livre, tal como dizia a Lei Feijó.

Escritor abolicionista, o enterro de Luís Gama foi um verdadeiro acontecimento em São Paulo acompanhado por 4000 pessoas. Em 2015, a OAB – Ordem de Advogados do Brasil, lhe concedeu postumamente o título oficial de advogado.

André Rebouças

1838 – 1898

André Rebouças fez história ao se tornar o primeiro negro formado pela Escola Militar. Filho de um advogado mulato que se tornou deputado pela Bahia,  André e o irmão eram ótimos alunos e ganharam uma bolsa de estudos na Europa. 

Ambos estudaram engenharia civil na França e na Inglaterra. De volta ao Brasil, em 1863, os irmãos são convidados pelo então ministro da Guerra para vistoriarem as fortificações do litoral sul. André começa a fazer carreira no exército. 

Com bastante fama, é convidado em 1866 para dirigir a construção da obra das docas do Rio de Janeiro. Foi ele que planejou as docas da Alfândega e da Gamboa. André também deu aulas na Escola Politécnica. 

Machado de Assis

1839 – 1908

Joaquim Maria Machado de Assis foi um escritor brasileiro, considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores um dos maiores, senão o maior, nome da literatura do Brasil. Para o crítico literário norte-americano Harold Bloom, Machado de Assis é o maior escritor negro de todos os tempos. Sua carreira foi marcada por grandes feitos, sendo suas crônicas um deles. Machado falava muito sobre a sociedade local da época, tendo mais de 40 anos de observação e crítica da sociedade, o que resultou na produção de um total de mais de 600 crônicas e 10 romances. Ainda em vida conseguiu ascender socialmente, tendo em vista que era nascido de família humilde, descendente de escravos. Tornou-se um homem muito respeitado, ocupando diversos cargos públicos.

Mãe Menininha do Gantois

1894 – 1996

Nascida em Salvador, descendente direta de escravos libertos, Mãe Menininha assumiu pela primeira vez o Terreiro do Gantois quando tinha 28 anos. Os seus antepassados fundaram o primeiro terreno Nagô do Brasil no ano de 1849.

Maria Júlia da Conceição Nazareth foi a primeira mãe-de-santo famosa no nosso país e era a avó de Mãe Menininha.

Mãe Menininha foi fundamental na luta da aceitação e divulgação do candomblé no Brasil e convidou brancos e católicos para conhecerem o terreiro. 

A religiosa ajudou a queda da Lei de Jogos e Costumes (de 1930), que proibia rituais acontecerem depois das 22 horas.

Pixinguinha

1897 – 1973

Mestre do choro, o carioca Alfredo da Rocha Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha, era um músico de mão cheia. É dele a música Carinhoso, que permanece no imaginário do brasileiro até os dias de hoje.

Filho de um flautista, começou a compor com apenas treze anos. Aos quinze já era membro da orquestra do Teatro Rio Branco. Pixinguinha tocava flauta, cavaquinho, saxofone e uma série de instrumentos.

Além de ter feito sucesso no Brasil, o músico fez uma série de turnês no exterior.

Lembre-se: a diferença está no detalhe, empatia é fundamental e sempre é tempo de mudarmos nossa forma de pensar e agir.

Aguarde, na próxima sexta-feira, mais dicas para você.

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