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Dicas da Semana – A inclusão começa por você

Em continuação as comemorações do mês da Consciência Negra, vamos falar hoje sobre mais  05 personalidades negras brasileiras inspiradoras:

Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977)

Foi uma escritora excepcional, que trouxe ao mundo sua brilhante história e abriu caminhos para grandes autores negros no Brasil. Ficou muito conhecida por sua obra, “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada” publicado em 1960. Ali a autora relata sua história de vida, de mulher preta, mãe, periférica e do difícil cotidiano dessa vida, na zona norte de São Paulo, em meados dos anos 60. A simplicidade de sua escrita e sua comovente história é o retrato de muitos brasileiros.

Grande Otelo (1915 – 1993)

O ator Grande Otelo foi um dos maiores das artes cênicas brasileira no século XX. Os seus trabalhos, especialmente com Oscarito, fizeram muito sucesso no cinema. 

Sebastião Bernardes de Souza Prata nasceu em Minas Gerais e começou a representar nas festas populares. Quando tinha sete anos participou de uma apresentação de circo e ganhou de vez o gosto pela atuação.

Depois de ter ficado órfão de pai se mudou para São Paulo e entrou na Companhia de Teatro Mambembe. A partir de então não parou mais de trabalhar: atuou nas grandes estações de rádio e nos principais canais de televisão do país além de ter protagonizado uma série de filmes. 

Grande Otelo protagonizou um marco importante: os negros não podiam entrar pela porta da frente nos cassinos e esse evento só foi superado depois que Grande Otelo foi contratado para atuar em um deles.

Milton Santos (1926 – 2001)

O maior geógrafo do Brasil ficou conhecido internacionalmente, tendo chegado a dar aulas em uma série de universidades estrangeiras.

Milton Santos nasceu na Bahia e, como era filho de professores, começou a dar aulas desde cedo, ainda com 13 anos. Depois de se formar em direito, foi fazer um doutorado na área que sempre despertou a sua paixão: a geografia.

Durante a ditadura militar foi perseguido no Brasil e se exilou na França. Reconhecido pelo seu trabalho, Milton Santos recebeu o título de doutor honoris causa por mais de 20 instituições no Brasil e no exterior. Ele foi também o único brasileiro a receber o prêmio Vautrin Lud (o Nobel da Geografia), em 1994.  

Elza Soares (1930 – 2022)

Conhecida pela voz rouca, Elza Soares é uma das maiores cantoras do Brasil apesar da dura história de vida que teve.

A menina nasceu no subúrbio do Rio de Janeiro e era filha de um operário com uma lavadeira. O pai, que cantava nas rodas de samba nos tempos livres, introduziu a menina no mundo da música. 

Elza Soares trabalhou como encaixotadora numa fábrica de sabão e se casou quando tinha apenas 12 anos. Ela fez o primeiro teste para a Rádio Tupi em 1953, no show de calouros do famoso Ary Barroso, ganhando o primeiro lugar. 

A cantora atuou na Orquestra Garam Bailes, na Rádio Vera Cruz, participou do Festival Nacional da Bossa Nova e foi representante do Brasil na copa do mundo do Chile. Elza foi casada com o grande jogador de futebol Mané Garrincha.

A BBC elegeu em 2000 Elza Soares como a melhor cantora do universo.

Sueli Carneiro (1950)

Aparecida Sueli Carneiro Jacoel é uma filósofa, escritora e ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro. Sueli Carneiro é fundadora e atual diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra e considerada uma das principais autoras do feminismo negro no Brasil. Ela uma das personalidades que tem muito a nos dizer sobre a vivência da mulher negra brasileira e como o feminismo antirracista do Brasil pode contribuir para as lutas feministas do mundo inteiro.

Nascida e criada na Zona Norte de São Paulo, entre a Lapa, Vila Bonilha e Pirituba, Sueli é a mais velha de sete filhos de uma costureira e um ferroviário. Quando criança foi alertada por seus pais sobre o racismo, que viria a sentir quando entrou na escola, onde costuma ser o primeiro espaço em que as pessoas negras sentem o racismo de forma mais explícita e estruturada. Foi ali, pequena, que começou a entender o que depois veio a postular sobre o racismo brasileiro: ele é o mais perverso do mundo.

Desde então, Sueli passou de uma criança negra que precisava entender que o mundo era dividido em cores e oportunidades para uma mulher negra consciente e politizada, que tem a militância antirracista como um propósito de vida.

Lembre-se: a diferença está no detalhe, empatia é fundamental e sempre é tempo de mudarmos nossa forma de pensar e agir.

Aguarde, na próxima sexta-feira, mais dicas para você.

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