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Mês da Consciência Negra – A inclusão começa por você

mês da consciência negra, personalidades negras que inspiram.

No Dia da Consciência Negra, celebrado nesta segunda feira 20 de novembro, reunimos algumas personalidades negras das mais variadas gerações que contribuíram de forma significativa para a diminuição da desigualdade racial do país. 

A história dos negros é conhecida mundialmente por uma história de lutas. No Brasil, a resistência contra a escravidão e a luta contra as heranças desse tempo como o preconceito, as segregações, a violência e a discriminação são algumas das bandeiras que o movimento negro defende. Entre muitos ativistas, tivemos: políticos, cantores, atores, artistas, atletas, escritores e outros, que ajudaram na luta pela inserção social dos negros.  

Personalidades negras da nossa história

Zumbi dos Palmares 

1655 – 1695 

No dia 20 de novembro é comemorado no Brasil o dia da Consciência Negra, em homenagem e reverência a toda luta e história de uma das personalidades negras mais conhecida do nosso país, Zumbi dos Palmares. Zumbi é o ícone da resistência negra à escravidão no Brasil.

Último líder do Quilombo dos Palmares, na região da Capitania de Pernambuco, ele era responsável por uma comunidade formada por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas coloniais. Zumbi, depois de dar muita dor de cabeça aos portugueses, foi morto em 20 de novembro de 1695 e teve sua cabeça exposta no estado de Pernambuco para acabar com o mito da sua imortalidade. 

O legado de Zumbi foi marcado por ser considerado um dos símbolos de luta e liberdade e reconhecido pela comunidade negra como um grande líder de nossa história. Ele é a prova de que os negros que foram escravizados por aqui não foram inertes, submissos e alienados. Também foi símbolo do protagonismo negro na nossa resistência e luta contra a escravidão. 

De todas as maneiras, Zumbi não admitia a dominação dos brancos sobre os negros e, portanto, tornou-se o maior símbolo pela liberdade dos negros da história brasileira. 

Dandara 

1694 (Data da Morte) 

Mulher negra, Dandara foi uma das líderes femininas e brava lutadora quilombola contra a escravidão durante o século XVII – época do Brasil colonial. A data e local de seu nascimento são um mistério. Não há registros que determinem se ela nasceu no Brasil ou se foi capturada e trazida à força de algum país africano. Entretanto, supõe-se que viveu em Palmares desde menina e ajudou na construção política e social da comunidade, o mais conhecido local de resistência negra brasileira, que durou por volta de um século. 

Ela vivia no Quilombo dos Palmares, em Alagoas, no Nordeste do Brasil, com seu marido, Zumbi, e seus três filhos. Ajudava o símbolo de resistência dos negros em suas táticas de guerra contra aqueles que queriam invadir os quilombos, que eram os refúgios de negros que conseguiam escapar de seus senhores opressores, racistas e escravistas.  

Dandara prezava muito por sua liberdade. Segundo consta, ao ser capturada pelo governo português em fevereiro de 1694, tomou a difícil e corajosa decisão de se jogar de um penhasco. Ela preferiu acabar com sua vida do que ser escravizada. 

Aleijadinho 

1738 – 1814 

Ícone do barroco brasileiro e uma das personalidades negras mais conhecidas da história recente, Antônio Francisco Lisboa foi um importante escultor, entalhador e arquiteto do Brasil colonial. Durante o ciclo do ouro em Minas Gerais, Aleijadinho produziu suas obras especialmente em igrejas, com o patrocínio de uma elite urbana. Suas obras se inseriam no contexto da época: a Igreja Católica passava pelo momento de contrarreforma e foi nesse período que os jesuítas foram enviados ao Brasil para catequizar a população. Sendo assim, a produção das obras sacras contribuíram para reforçar a religiosidade. Através da arte, ele conseguiu projeção numa sociedade escravista, apesar de sua cor. 

Suas obras estão espalhadas pelas cidades de Ouro Preto (antiga Vila Rica), Tiradentes, São João Del Rei, Mariana, Sabará, Morro Grande e Congonhas do Campo. 

Os Doze Profetas, entalhados em pedra-sabão para o terraço do “Santuário de Bom Jesus de Matozinhos”, em Congonhas do Campo, os Sete Cristos, para as seis “Capelas dos Passos” e a Capela de São Francisco de Assis em Vila Rica, são testemunhos do desenvolvimento artístico de Minas Gerais, no século do ouro. 

Machado de Assis 

1839 – 1908 

Joaquim Maria Machado de Assis foi outra das grandes personalidades negras que superou o racismo e se tornou um dos maiores nomes da literatura nacional, sendo, inclusive, fundador da Academia Brasileira de Letras. Machado de Assis mal frequentou escolas e, superando as dificuldades, conseguiu ascender socialmente. Vivendo no contexto de difusão do ceticismo e das teorias sociais de que os negros seriam atrasados e inferiores aos brancos, ele conseguiu comprovar que a capacidade não está na cor, mas no intelecto. Além disso, através de sua atuação na administração pública, lutou contra a escravidão, buscando alargar a Lei do Ventre Livre, de 1871¹, para que ela, de fato, conseguisse beneficiar os escravos. 

¹A Lei do Ventre Livre foi promulgada em 28 de setembro de 1871 após ser aprovada no legislativo brasileiro. Uma das leis abolicionistas decretadas ao longo do século XIX para abolir gradualmente a escravidão no Brasil, ela determinava que os filhos de escravizadas nascidos a partir de 1871 seriam considerados livres.” 

Tia Ciata 

1854 – 1924 

Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, foi muito importante para a difusão e afirmação da cultura afrodescendente no início do século XX. Nascida em 13 de janeiro de 1854 no Recôncavo Baiano, ainda jovem iniciou-se na Irmandade da Boa Morte, associação afro-católica que cultuava os orixás e ancestralidade africana.

Tia Ciata se mudou para a cidade do Rio de Janeiro em 1876, aos 22 anos e com uma filha. Ao se instalar em terras cariocas, a baiana leva referências do samba de roda (originário do Recôncavo Baiano), além de conhecimentos de ervas e culto aos orixás. 

Tia Ciata era conhecida por Ialorixá, sambista e quituteira, residindo em diversos lugares no Rio de Janeiro, como a Pedra do Sal e Rua General Câmara (conhecida como “rua do sabão”). Mas foi no bairro Cidade Nova, na Rua Visconde de Itaúna, localizada na Praça Onze, que ela abriria espaço para o que veio a ser o “berço do samba”. 

Estabelecida na Praça Onze, zona portuária do Rio de Janeiro, essa região ganhou o nome de Pequena África porque reunia os ex-escravos e os negros vindos da Bahia que moravam nos morros próximos ao centro da cidade. Lá, eles faziam festas aos orixás, já que Tia Ciata era uma mãe de santo muito respeitada, cantavam e tocavam samba, difundindo a música. Os célebres Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres e João da Baiana eram alguns dos frequentadores da região. 

Nesta época, o samba era proibido por lei, mas o respeito por Tia Ciata e sua presença, fortalecia a Praça Onze, que recebia muitos músicos e abria espaço para que cantassem e tocassem. Acredita-se que foi no quintal de Tia Ciata que surgiu o primeiro samba gravado, que se chamou Pelo Telefone, de autoria atribuída ao sambista Donga, lançada em 1916. 

Lembre-se: a diferença está no detalhe, empatia é fundamental e sempre é tempo de mudarmos nossa forma de pensar e agir. 

Curiosidades sobre Zumbi dos Palmares

  • A palavra “zumbi” veio provavelmente do termo africano zumbe, que significa “fantasma”, “espectro”. 
  • O capitão Furtado de Mendonça foi premiado com cinquenta mil réis pelo monarca D. Pedro II de Portugal, depois de derrotar e matar Zumbi dos Palmares. 
  • O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro. Esta data foi escolhida em homenagem ao dia da morte de Zumbi dos Palmares. 
  • A importância de Zumbi dos Palmares é tão grande para o movimento negro que hoje seu nome batiza uma Faculdade: a faculdade Zumbi dos Palmares – FAZP – em São Paulo e o Aeroporto Internacional de Maceió/AL. 
  • O Quilombo dos Palmares foi um reino formado por escravos fugitivos cuja população, no seu auge, chegou a 20 mil pessoas. 
  • A escola de samba carioca Vila Isabel, homenageou Zumbi dos Palmares com o enredo “Kizomba, festa da raça”, no ano de 1988. 
  • Foi através da lei 12.519, de 10 de novembro de 2011, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, que o Dia da Consciência Negra foi oficializada. A comemoração foi instituída como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. 

Recomendação de Livro: Zumbi dos Palmares, de Marcos Antônio Cardoso e Maria de Lourdes Siqueira. Maza edições, Belo Horizonte, 1995.

Aguarde, na próxima sexta-feira, mais dicas para você. 

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