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Data

19/11/2021

Tempo de Leitura

5 minutos

Podcast 672 – Ricardo Salem: A estratégia da Flash e a reinvenção dos benefícios corporativos

Podcast 672 – Ricardo Salem: A estratégia da Flash e a reinvenção dos benefícios corporativos

Data

19/11/2021

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Fundada em 2019, a Flash quer fazer com que as empresas ofereçam outro tipo de experiência no que se refere aos benefícios e sua gestão. Na entrevista que concede ao Podcast Rio Bravo, Ricardo Salem, CEO da Flash, fala da estratégia da empresa e comenta as adaptações para o contexto pós-pandemia.

Para falar sobre a história da empresa, Ricardo Salem revela que o insight da Flash aconteceu como que por acaso. “Meu sócio, que já era empreendedor, foi conversar com seus colaboradores porque as pessoas estavam muito insatisfeitas com o vale-refeição a que tinham direito. Na época, a empresa dele dava vale-refeição para todo mundo e ele quis entender por que as pessoas comercializavam esse benefício”.

Um disclaimer necessário: a prática de vender os benefícios, como tickets e vale-refeição, não apenas é corrente, mas é muitas vezes parte integrante da vida financeira de boa parte dos brasileiros. Sobretudo em um contexto no qual as contas não fecham, procurar um tiqueteiro para fazer esse tipo de negociação não soa como má ideia no curto prazo, ainda que essa “troca” não seja pelo valor integral. “Mais ou menos, 20% do valor fica na mão do tiqueteiro”, confirma Salem.

De volta à origem da Flash, o CEO relata que seu sócio descobriu, então, que ou as pessoas queriam se alimentar de outras formas, ou outra parcela precisava complementar a renda e comprar suprimentos para a casa, ou algumas pessoas não ficavam satisfeitas com a oferta dos restaurantes ao redor do escritório (de modo que preferia trazer comida de casa), sem contar aqueles que gostavam de pedir comida por delivery (e os estabelecimentos não aceitavam os tickets como forma de pagamento). Em outras palavras, o que se percebeu ali foi que o produto não era uma solução que agradava aos interesses dos funcionários.

O gancho para a criação da Flash estava ali. “Nós nos reunimos com muitos departamentos de recursos humanos, fizemos talvez uma centena de entrevistas na época, para identificar as necessidades das empresas e desenhar um produto inovador para reinventar o que seria o vale-refeição/vale-alimentação”, contextualiza o CEO da Flash.

Nesse momento, continua o executivo, ficou claro que existia toda uma gama de possibilidades, sobretudo na categoria de benefícios flexíveis, para além dos itens de alimentação. Os sócios da Flash se depararam com itens relacionados à saúde e mobilidade, por exemplo, o que representa uma demanda mais atenta às novas necessidades do público. E isso ficou ainda mais acentuado no contexto da pandemia, conforme comenta a seguir o entrevistado do Podcast Rio Bravo.

“As expectativas dos clientes já vinham mudando, mas agora creio que esse movimento será mais rápido do que antes. De fato, o mundo fica mais dinâmico e volátil neste novo normal, porque o estilo de vida das pessoas, os hábitos e a cultura das empresas e, com isso, a tendência é que haja mais incerteza quanto à necessidade das pessoas.”

O executivo ressalta, no entanto, que a mudança tem a ver também com uma reconfiguração geracional. “Nos últimos anos, mesmo que em uma escala incipiente, as pessoas já comiam diferente em relação aos anos anteriores. Já havia mais delivery, já existia transformação digital nos hábitos de consumo das pessoas, assim como da dinâmica de trabalho, com as pessoas trazendo comida de casa e um pouco do trabalho remoto”.

Nesse sentido, a solução oferecida pela Flash se adequa exatamente a esse novo ambiente, sem prejuízo para o que aconteceu na pandemia, que, a propósito, tão somente acelerou algumas dessas transformações. “Junto ao vale-transporte, percebemos que existem outras necessidades, como a de auxílios farmacêuticos e de saúde mental, que são de difícil absorção para os departamentos de recursos humanos. E nós podemos trazer esses itens para a nossa plataforma, um lugar integrado, incorporando isso à política flexível das empresas.”. E o objetivo, portanto, é que cada colaborador possa ter acesso aos seus objetivos conforme o seu próprio estilo de vida – alinhando-se, mais uma vez, à transformação que corresponde à mudança geracional.

Mas será que essa iniciativa, com toda a sua flexibilidade, impede que os colaboradores realizem escambo com os benefícios a que têm direito? Num cenário econômico estressado, esta é uma alternativa que ainda traz liquidez a curto prazo. Ricardo Salem responde: “Nós queremos fazer o que as pessoas desejam com duas limitações: a política da empresa e a legislação trabalhista. A população estava insatisfeita com as características dos benefícios existentes até então. Por outro lado, quanto mais economicamente apertada é a situação, mais crítico – e relevante – é o benefício para a base da pirâmide.” Nesse sentido, em uma situação financeira melhor, o executivo afirma que o benefício flexível permite a concessão de alguns ganhos, sempre de acordo com a condição financeira das pessoas: do abastecimento de combustível a pequenos luxos, como o transporte individual em vez do transporte público. 

A entrevista completa de Ricardo Salem, CEO da Flash, ao Podcast Rio Bravo está disponível a partir do link acima.

Fabio Cardoso é jornalista e produtor do Podcast Rio Bravo

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