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Varejo Alimentar

Em 2022, o setor esteve entre as principais categorias do varejo, Em 2023 a tendêncisa é que esse ramo cresca ainda mais.

Os mercados cash-and-carry representaram um porto seguro em um ano de adversidades macroeconômicas. Em 2022, o setor esteve entre as principais categorias do varejo, com o cenário de inflação de alimentos e transferências do governo que contribuem para sólidos ganhos de receita para as empresas que operam sob o formato de C&C. Dada a sua abordagem não discricionária e proposta de valor atraente em um contexto de altos custos de capital e elevadas taxas de juros, a categoria deve continuar ganhando espaço no varejo e, como consequência, ampliar o market share no varejo alimentar durante 2023.


A inflação dos alimentos ultrapassou a inflação geral nos últimos anos, uma tendência que tem beneficiado os varejistas desse setor, pois sua receita tem sido significativamente correlacionada com a inflação de alimentos (correlação de 90% do 1T21 ao 3T22). Apesar dessa alta da inflação, a expectativa é de uma desaceleração daqui para frente em virtude dos efeitos da política monetária. Os dados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) também indicam que houve desaceleração no crescimento do mercado de varejo. As instituições também apontam para uma contração no mês de dezembro do índice IAV (O IAV produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento mensal das vendas do varejo e fornecem expectativas sobre o setor a partir das informações de receita reportadas pelas empresas associadas ao IDV). Este será um fator chave a ser monitorado ao longo de 2023, uma vez que pode afetar o retorno do varejo alimentício – embora no caso do Assaí e do Grupo Mateus, um eventual impacto seria parcialmente compensado pela maturação das novas lojas, recentemente abertas.


Em geral, o varejo sofreu um sell-off nos últimos meses do 2022, em linha com a queda da bolsa. Todavia, vemos as ações negociadas a 9,5x P/L 12 meses à frente, uma redução de 38% em relação à média histórica (de 2017 a partir de hoje) de 15,5x.

Mesmo parecendo atrativa, essa queda pode ser atribuída ao desafio operacional de curto prazo dos planos de expansão do Assaí e do Grupo Mateus e à integração do grupo BIG pelo Carrefour. Além do crescimento inorgânico, neste momento, um ponto que nos deixa desconfortáveis é o nível de alavancagem das empresas.

Acreditamos que há pouco espaço de valorização para ações, principalmente devido à alavancagem dessas empresas, algo que vai pressionar os resultados. Com isso, estamos diminuindo a exposição no setor, reduzindo, portanto, as nossas posições em Assaí.

Spin-off PCAR e ÉXITO


A operação divulgada pelo GPA no dia 9 de janeiro, de spin-off do Grupo Éxito, abre oportunidade de compra nos papéis de GPA. A operação se dará mediante entrega de 1 bilhão de ações do Éxito aos acionistas de GPA, resultando numa proporção de quatro ações do Éxito para cada ação de PCAR3. Esse repasse corresponde a 86,3% da participação do GPA no capital social do Grupo Éxito. Com a conclusão da operação, o Casino deterá 47% do capital social do Éxito (incluindo a participação de 13% mantida pelo GPA) enquanto os demais acionistas deterão 53%.

Com base nas relações de troca das ações, nos preços atuais de PCAR3 e de Éxito na bolsa colombiana, em conjunto com as declarações sobre a desalavancagem de GPA ao longo dos próximos anos, achamos um descasamento entre o valor de mercado de PCAR3 e o seu valor justo.

Evandro Buccini, Sócio e Diretor de Renda Fixa e Multimercados da Rio Bravo & Francesco Pasino, Analista de Renda Variável da Rio Bravo.

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